LITERATURA

Sonho, realidade e beleza – Por Vanessa Lusitano

Quem pode descrever a luz de um amor sem tê-lo sentido?
Convenço-me que ninguém
Assim, como descrever a beleza de uma mulher gerando?
Podemos tentar, porém, nunca será fiel
Até que… seja
Será que o desejo por esse momento intensifica tal beleza?
Particular em toda sua luz
Verdadeira pela união
Única em sua existência

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Brasil comemora do Dia do Folclore

Por Katia Calegaro

Em 22 de agosto é comemorado em todo o Brasil o Dia do Folclore. Para quem vive imerso pela cultura popular ou para os que contam histórias do folclore nacional aos filhos trazemos algumas referências e o estímulo constante a leitura, a disseminação das artes nativas e das estórias fantásticas que desde os primórdios mexem com o imaginário coletivo, com os sonhos de nossas crianças.

O lendário Curupira

Quem nunca ouviu falar das aventuras do Curupira, da Mula sem cabeça, do Saci Pererê – imortalizado nos livros de Monteiro Lobato e, na maioria das vezes temido pelas crianças que assistiam o Sítio do Picapau Amarelo? O Dia do Folclore me trouxe e memória uma das primeiras coleções de livros que ganhei dos meus pais…era uma coletânia sobre os mitos do folclore brasileiro. Anos mais tarde, depois de ter lido e relido diversas vezes, presenteei meu sobrinho com a mesma coleção. Fiquei pensando se na era da informática ele teria interesse para ler tais contos.

Acredito que se trata de uma pergunta feita por muitos de nós hoje em dia. Como amante dos livros em papel penso que a era digital não extinguirá o livro impresso, creio que ambos irão conviver em harmonia em nossas estantes e mesas de estudo. Fui procurar livros infantis, folclóricos, nas estantes de e-books e encontrei diversos títulos…novos títulos, com novas histórias diferentes das que eu havia lido quando criança.

A ciranda de Pernambuco

Impossível não pensar na diversidade e no potencial criativo que povoa a mente do autor, porém quando falamos em folclore brasileiro precisamos ter em mente que o mesmo foi formado a partir da concepção do povo nativo (índios), do português e do africano…são as raízes da nossa história. Essas histórias foram imortalizadas, assim como provavelmente muitas das que lemos hoje também serão para nossos descendentes. Como se trata da mistura de elementos naturais, animais e místicos, de várias regiões e povos, o que se tem enquanto resultado é uma proporção de riqueza e elementos híbridos bastante significativos em todas as histórias.

Os desdobramentos assumidos pelo folclore brasileiro atingem a linguagem, através das gírias, dos ditos populares , das expressões regionais; a literatura, por meio das fábulas, das anedotas, do cordel, da poesia; o lúdico, trazendo por exemplo o bumba meu boi, do nordeste, a ciranda pernambucana, além de brinquedos e jogos; a música, com as cantigas, as serenatas; as crendices e supertições, além de influências diretas sobre os costumes, técnicas e artes populares.

As rendeiras de Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte.

A riqueza de nossa história é inenarrável em uma só página, assim como o folclore brasileiro. Que não somente hoje, mas durante o cotidiano possamos encher nossa vida com cultura, arte e diversidade, conhecer e respeitar cada vez mais as diferenças e crescer enquanto seres humanos.

Gostaria de deixar um desafio aos leitores da revista de contarem aqui, nos comentários, algum item ou aspecto do folclore brasileiro que tenha chamado sua atenção ao longo da vida. Tenho certeza que muitos aqui têm muito para contar.

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Literatura Romântica: “A INÊS”, de Byron – O Lord

George Gordon Byron (1788-1824), ou Lord Byron, é um dos maiores representantes da escola romântica britânica. Lutou pela liberdade da Itália e organizou um exército na Grécia para lutar contra os turcos, entretanto morreu antes da batalha, vítima de malária; além de ter uma vida “pouco convencional” para a época e até mesmo para os dias de hoje. (Fonte: O Novo Tesouro da Juventude, volume XIII, 1988.)

Como considero extremamente importante não esquecer os grandes autores de todos os tempos, então proponho lembrarmos também dos autores do nosso tempo, então, sugiro aos leitores que enviem nomes, poemas ou crônicas de autores atuais e estão lutando para promover suas “obras-palavras”. É fundamental que haja a referência bibliográfica. O email é revistaculturatotal@hotmail.com.
Fico no aguardo e deixo Byron de presente.

A Inês
Não me sorrias! Minha fronte é triste,
Cavou-lhe sucos da desgraça nas mãos!
Teu riso ardente, que traduz amores,
Jamais soubera compensar-te, não!
Oh! Roga os astros que jamais o pranto
Te banhe o rosto, qual o meu, em vão!
 
Não queiras, virgem, soerguer o manto,
Que oculta em sombras minhas lentas dores;
Travo de angustia me envenena os dias
Na mocidade, na estação das flores.
Fora baldado! Tu jamais puderas
Trocar meu pranto no sorrir de amores!
 
Não é a febre de um amor ardente,
Não é a lava de voraz paixão,
Não é ódio a me abrasar o peito,
De honras perdidas o desejo vão,
Que faz-me agora maldizer afetos,
Passar meus dias na desolação.
 
O mar, as flores, o vergel, o prado,
Tudo que vejo, como a vida, odeio;
Da dor o manto o coração me enluta,
Nem a beleza faz pulsar meu seio;
E dos teus olhos mesmo a luz fulgente
Não faz minh’alma palpitar de enleio! 

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Busca

Se buscar a perfeição é algo infindo e cansativo
Ora… Busquemos então diversão
Companhias doces e salgadas
Lugares com cores destoantes
A monotonia da perfeição é “nude”
A diversão pode ser vermelho, preto, azul…
Andava exausta
Enfadada
Confesso-te que por vezes, por força do hábito, o cansaço
Dá-me um tapa
Mas… Revido mais forte

 

por Vanessa Lusitano

comentários
  1. Katia disse:

    adorei o poema…é livre, solto, verdadeiro.
    E a poesia toma conta d mim…qdo vamos mesmo ao corujão??

  2. Raphael Bertozzi disse:

    Pô muito legal…

  3. Ka disse:

    semana q vem meu off eh terça…tem q ser num dia em q seja na quarta p/ eu poder virar a noite e dormir rsrs

  4. MAGDA disse:

    ADOREIIIIII, LINDO EU QUERO FICAR BUSCAR TAMBEM…

  5. “Confesso-te que por vezes, por força do hábito, o cansaço
    Dá-me um tapa
    Mas… Revido mais forte”

    Falou para a alma.
    BJS

    • Vanessa Lusitano disse:

      Obrigada… Espero que você continue acompanhando a revista, os textos literários de novos e antigos autores e os meus, claro… Vou buscar continuar falando à alma…um bj.

  6. Herminio Barroso Sanches disse:

    Vanessa, adorei, só uma poeta com uma grande sensibilidade como você pode escrever. Nunca deixe este trabalho pois assim podemos nos deliciar com os teus trabalhos literários
    que conheço muito bem como alguns que você já me mostrou.
    Herminio Barroso Sanches.
    Agradeço por ter lembrado de meu trabalho literário e ter colocado nesta conceituada revista.
    Abraços do amigo Herminio Barroso Sanches.

  7. Aline Tedros disse:

    Amigaaa….Amei…vc é uma artistaaaaaa!!!

  8. Sandra disse:

    Vivenciar é viver…chega de ser expectador! vamso viver, sentir e…se possível expressar as impress~~oes de forma tão bela!
    boa semana a todos!

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