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Foto: Divulgação

Poesia em imagens. Rânia é assim: um filme delicado e sutil que trata do universo feminino de uma forma que só uma mulher é capaz. Tudo na abordagem do filme é de uma leveza extraordinária: a fotografia, as relações entre os personagens, as metáforas entre imagem e estado de espírito… E mesmo assim trata de temas sérios como violência, pobreza e prostituição sem apelar pra vulgaridade que o público brasileiro está acostumado. CONTINUE LENDO

 

Como falta menos de uma semana para o Oscar, a Revista Cultura Total resolveu entrar no clima e separou alguns especiais sobre o prêmio mais famoso do cinema mundial. Para começar, confira abaixo a lista de indicados ao prêmio que será entregue no próximo domingo (24), no Kodak Theatre, em Hollywood, na Califórnia.

“Lincoln”, de Steven Spielberg, em 12 catgorias, e “As Aventuras de Pi”, de Ang Lee, em 11, lideram as indicações. A categoria “Melhor Direção de Arte” virou “Melhor Design de Produção”. Os filmes mais premiados são “Ben Hur” (1960), “Titanic” (1998) e “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” (2004), que levaram 11 estatuetas cada. Veja a lista:

MELHOR FILME
Argo
Django Livre
As Aventuras de Pi
Lincoln
A Hora Mais Escura
Os Miseráveis
O Lado Bom da Vida
Indomável Sonhadora
Amor

MELHOR ATOR
Daniel Day-Lewis – Lincoln
Joaquin Phoenix – O Mestre
Denzel Washington – O Voo
Bradley Cooper – O Lado Bom da Vida
Hugh Jackman – Os Miseráveis

MELHOR ATRIZ
Jessica Chastain – A Hora Mais Escura
Naomi Watts – O Impossível
Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida
Emmanuellle Riva – Amor
Quvenzhané Wallis – Indomável Sonhadora

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Alan Arkin – Argo
Philip Seymour Hoffman – O Mestre
Tommy Lee Jones – Lincoln
Christoph Waltz – Django Livre
Robert De Niro – O Lado Bom da Vida

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams – O Mestre
Sally Field – Lincoln
Anne Hathaway – Os Miseráveis
Helen Hunt – As Sessões
Jacki Weaver – O Lado Bom da Vida

MELHOR DIRETOR
Ang Lee – As Aventuras de Pi
Steven Spielberg – Lincoln
Michael Haneke – Amor
David O. Russell – O Lado Bom da Vida
Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Mark Boal – A Hora Mais Escura
Quentin Tarantino – Django Livre
Michael Haneke – Amor
Wes Anderson, Roman Coppola – Moonrise Kingdom
John Gatins – O Voo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Chris Terrio – Argo
Lucy Alibar, Benh Zeitlin – Indomável Sonhadora
David Magee – As Aventuras de Pi
Tony Kushner – Lincoln
David O. Russell – O Lado Bom da Vida

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Amor, de Michael Haneke (Áustria)
Um assunto real, Nikolaj Arcel (Dinamarca)
Kon-Tiki, de Joachim Ronning (Noruega)
No, de Pablo Larraín (Chile)
War Witch, de Kim Nguyen (Canadá)

MELHOR ANIMAÇÃO – LONGA METRAGEM
Valente, de Mark Andrews
Frankenweenie, de Tim Burton
Detona Ralph, de Rich Moore
ParaNorman, de Chris Butler
Piratas Pirados!, de Peter Lord

MELHOR TRILHA SONORA 
Dario Marianelli – Anna Karenina
Alexandre Desplat – Argo
Mychael Danna – As Aventuras de Pi
John Williams – Lincoln
Thomas Newman – 007 – Operação Skyfall

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Before My Time” de Chasing Ice (Música e letra por by J. Ralph)
“Everybody Needs A Best Friend” de Ted (Música por Walter Murphy; Letra por Seth MacFarlane)
“Pi’s Lullaby” de As Aventuras de Pi (Música por Mychael Danna; Letra por Bombay Jayashri)
“Skyfall” de Skyfall (Música e letra por Adele Adkins e Paul Epworth)
“Suddenly” de Les Misérables (Música por Claude-Michel Schönberg; Letra por Herbert Kretzmer and Alain Boublil)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada – Joe Letteri, Eric Saindon, David Clayton, e R. Christopher White
As Aventuras de Pi – Bill Westenhofer, Guillaume Rocheron, Erik-Jan De Boer e Donald R. Elliott
Os Vingadores – Janek Sirrs, Jeff White, Guy Williams, e Dan Sudick
Prometheus – Richard Stammers, Trevor Wood, Charley Henley, e Martin Hill
Branca de Neve e O Caçador – Cedric Nicolas-Troyan, Philip Brennan, Neil Corbould, e Michael Dawson

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Hitchcock – Howard Berger, Peter Montagna, e Martin Samuel
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada – Peter Swords King, Rick Findlater, e Tami Lane
Os Miseráveis – Lisa Westcott e Julie Dartnell

MELHOR FOTOGRAFIA
Anna Karenina – Seamus McGarvey
Django Livre – Robert Richardson
As Aventuras de Pi – Claudio Miranda
Lincoln – Janusz Kamiński
Skyfall – Roger Deakins

MELHOR FIGURINO
Anna Karenina – Jacqueline Durran
Os Miseráveis – Paco Delgado
Lincoln – Joanna Johnston
Espelho, Espelho Meu – Eiko Ishioka
Branca de Neve e O Caçador – Colleen Atwood

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Anna Karenina – Sarah Greenwood e Katie Spencer
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada – Dan Hennah, Ra Vincent, e Simon Bright
Os Miseráveis – Eve Stewart and Anna Lynch-Robinson
As Aventuras de Pi – David Gropman e Anna Pinnock
Lincoln – Rick Carter e Jim Erickson

MELHOR DOCUMENTÁRIO
5 Broken Cameras
The Gatekeepers
How to Survive a Plague
The Invisible War
Searching for Sugar Man

MELHOR DOCUMENTÁRIO – CURTA-METRAGEM
Inocente
Kings Point
Mondays at Racine
Open Heart
Redemption

MELHOR MONTAGEM
Argo – William Goldenberg
As Aventuras de Pi – Tim Squyres
Lincoln – Michael Kahn
O Lado Bom da Vida – Jay Cassidy and Crispin Struthers
A Hora Mais Escura – Dylan Tichenor e William Goldenberg

MELHOR CURTA-METRAGEM
Asad
Buzkashi Boys
Curfew
Death of a Shadow (Dood van een Schaduw)
Henry

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Adam and Dog
Fresh Guacamole
Head over Heels
Maggie Simpson in “The Longest Daycare”
Paperman

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Argo – Erik Aadahl e Ethan Van der Ryn
Django Livre – Wylie Stateman
As Aventuras de Pi – Eugene Gearty e Philip Stockton
Skyfall – Per Hallberg e Karen Baker Landers
A Hora Mais Escura – Paul N. J. Ottosson

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Argo – John T. Reitz, Gregg Rudloff, e Jose Antonio Garcia
Os Miseráveis – Andy Nelson, Mark Paterson, e Simon Hayes
As Aventuras de Pi – Ron Bartlett, D. M. Hemphill, e Drew Kunin
Lincoln – Andy Nelson, Gary Rydstrom e Ronald Judkins
Skyfall – Scott Millan, Greg P. Russell e Stuart Wilson

Por: Carol Pitzer (Cineasta / Correspondente: Arte)

CISNE NEGRO faz jus a todas indicações em festivais internacionais que recebeu até agora. Darren Aronofsky (diretor de “Requiem para um sonho”, π e O Lutador) surpreende mais uma vez nessa trama de suspense psicológico onde Natalie Portman interpreta uma bailarina disposta a romper todos os seus limites físicos e psicológicos para ser a estrela maior de uma companhia de balé de Nova York.
O filme conta a história de Nina, uma jovem bailarina que sonha com a oportunidade de brilhar nos palcos de Nova York. Nina é uma moça doce e ingênua que se dedica exclusivamente ao balé. Porém, quando o diretor da companhia onde dança lhe dá a oportunidade de ser a estrela do “Lago dos Cisnes”, Nina será obrigada a confrontar-se com um lado de sua personalidade ainda desconhecido para viver o tão sonhado papel. Nesse suspense psicológico de tirar o fôlego, a excelente direção de Aronofsky é capaz de conduzir o espectador a lugares desconhecidos da mente humana, mostrando até onde pode chegar alguém que almeja a perfeição. Os diálogos fortes e personagens extremamente verossímeis, mergulham a platéia em um ambiente de disputa e inveja: os bastidores do balé profissional.

As escolhas de enquadramento, assim como a trilha sonora tem enorme responsabilidade nas sensações vivenciadas pelo público. A câmera, que desde a primeira cena dança junto com os personagens, passeando por seus corpos, transporta o espectador para dentro do filme. A música varia de acordo com o estado mental da personagem principal, transportando aqueles que assistem o filme para o interior da cabeça da mesma. O resultado é uma tensão crescente e uma sensação de confusão real: a plateia acompanha internamente o gradativo desequilíbrio psicológico de Nina.

O desempenho de Portman é um capítulo à parte.

A atriz, que já foi indicada ao Oscar por sua excelente atuação em Closer – Perto Demais, desvenda os limites psicológicos de sua personagem na tela grande e mergulha o espectador em um mundo de sensações confusas, típicas de quem sofre uma crise de identidade.

As transformações sofridas por Nina em direção ao seu lado mais obscuro são vividas intensamente pela atriz, dando credibilidade a cada dúvida que povoa a cabeça da personagem e colaborando para um ambiente de tensão crescente.

A escolha do elenco coadjuvante não foi menos criteriosa. Vincent Cassel está excelente no papel do diretor da companhia de balé que impulsiona Nina a explorar limites desconhecidos de sua personalidade. O ator explora na medida certa toda a crueldade de um diretor que realmente não se importa com nada além da perfeição artística produzida por ele mesmo. A câmera e o público são progressivamente seduzidos por ele. Mila Kunis está fabulosa e sensual como a maior rival de Nina que espelha tudo aquilo que a protagonista precisa tornar-se para incorporar o Cisne Negro. Aplausos ainda ao coreógrafo Benjamin Millepied, que criou belíssimas coreografias para o filme, além de treinar as atrizes, dando credibilidade a sua dança.

Nesta quarta-feira (1º), a Universidade Anhembi Morumbi (São Paulo-SP) convida alunos e demais interessados para a sessão de “Natimorto”. Trata-se do filme de estreia do diretor Paulo Machline, baseado na obra do quadrinista e escritor Lourenço Mutarelli. Depois da exibição, a dupla vai participar de um debate.

O evento será realizado nesta quarta (1º de dezembro), às 19h30, na Universidade Anhembi Morumbi – Campus Centro (Rua Dr. Almeida Lima, 1134, Mooca, São Paulo, SP – próximo à estação do metrô Bresser-Mooca). Clique aqui e saiba como chegar

Nesta semana, o Cine Odeon será palco de um evento em homenagem à cultura brasileira com exibição de filmes e debates após as sessões. A programação reúne os longas “Moacir Arte Bruta”, “A Pessoa é para o que Nasce” e “Os anos de JK – Uma Trajetória Política” e os diretores responsáveis pelas produções, além de personalidades convidadas.

Confira a programação:

*** *** Terça-feira (23) – 19h
“Moacir Arte Bruta”, de Walter Carvalho
Após a sessão, debate com Walter Carvalho, a psicanalista Teresa Nazar e o crítico José Carlos Avellar (curador do Festival de Cinema de Gramado)

*** *** Quarta-feira  (24) – 19h
“A pessoa é para o que nasce”, de Roberto Berliner
Após a sessão, debate com Roberto Berliner, com o artista plástico Raul Mourão e com o humorista e diretor Claudio Manoel (mediador)
*** *** Quinta-feira (25) – 19h
“Os anos JK – uma trajetória política”, de Silvio Tendler
Após a sessão, debate com Silvio Tendler

O Rio de Janeiro sediará, no dia 06 de novembro, a convenção de fans mais tradicional do país, a JEDICON. Os admiradores de Star Wars sabem exatamente o que esse nome significa e vêem no Conselho Jedi Rio de Janeiro a referência para a saga “Guerra nas Estrelas“.

A JEDICON 2010 RJ, convenção carioca, comemora 10 anos de sua primeira edição, e reunirá pessoas de todo o Estado do Rio de Janeiro no Instituto Metodista Bennett, no Flamengo.

Os ingressos já estão a venda por R$20 (meia entrada / lista amiga – jedicon@jedirio.com.br / estudantes e maiores de 65 anos / com flyer).

Crianças de 5 a 12 anos pagam R$10.

Membros do CJRJ com carteirinha (modalidade Cavaleiro Jedi) e criança até 4 anos tem entrada gartuita.

Inteira custa R$40

Maiores informações podem ser encontradas no Site do Conselho Jedi Rio   e em todas as redes sociais.

JEDICON RJ 2010
Dia 06 de novembro
Horário: 10 às 19 horas
Instituto Metodista Bennett
Rua Marquês de Abrantes, 55 – Flamengo

O novo filme de Giuseppe Tornatore é um filme histórico. Em diversos sentidos. Histórico porque trata de diversos momentos da história italiana com a sutileza que apenas um verdadeiro artista possui. Histórico pela riqueza de detalhes de cada uma dessas épocas que resgata com a precisão que só alguém que viveu alguns desses momentos pode ter. Histórico, no sentido de que vai entrar para a história como um dos mais belos filmes italianos já feitos.

para continuar lendo a crítica da cineasta Carol Pitzer, CLIQUE AQUI.

André Luis é atendido em um hospital na Colônia Nosso Lar

O filme “Nosso Lar“, dirigido e roteirizado por Wagner de Assis, chegou aos cinemas nacionais na sexta-feira, dia 03 e é a segunda melhor estreia do ano, perdendo apenas para o biográfico “Chico Xavier“, de Daniel Filho. O filme foi visto no final de semana de estreia por cerca de 580 mil pessoas e já acumulou mais de 5 milhões em poucos dias de exibição. Com excelência técnica e artística, o filme tem encantado espectadores no Brasil inteiro.

O filme conta a história do médico André Luis, que após desencarnar, depara-se com uma realidade jamais imaginada em vida. A jornada, do então cético André Luis, no mundo espiritual, seus encontros, desencontros e aprendizados compõem a maravilhosa adaptação para o cinema de uma das obras da literatura espírita mais lidas no mundo inteiro. Como definiu o diretor Wagner de Assis, em entrevista exclusiva, trata-se de “um filme para espíritas e não espíritas“, já que a história aborda aspectos relacionados à caridade, ajuda mútua, generosidade entre os seres humanos e boa vontade.

O filme caiu nas graças dos espectadores com justiça e está sendo indicado pelos internautas que acessam ao portal do Ministério da Cultura, a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, com 73% dos votos; em segundo lugar, com 9% dos votos, está “Chico Xavier“. Tanto um quanto o outro têm qualidade para estar entre os cinco finalistas. Será que teremos um autêntico brasuka no Oscar 2011?

Leia a entrevista realizada com o diretor de “Nosso Lar”, o cineasta Wagner de Assis (em breve)

Assista ao trailler do filme “Nosso Lar”

Leia mais sobre os filmes que fazem parte da enquete.

CINEMA: “Como cães e gatos 2”

Publicado: 03/09/2010 em CINEMA

Diversão para crianças e adultos. Essa é a melhor descrição para a continuação do filme Como Cães e Gatos, lançado em 2001. No novo filme, cães e gatos se unem para lutar contra a super vilã Kitty Galore, ex-agente da MEOW, a agência secreta de gatos que defendem os humanos.

Cheio de referências e personagens engraçadinhos, o filme conquista crianças de todas as idades e arranca muitas risadas de adultos em momentos inusitados. A estrutura de filme de espiões traz referências a filmes clássicos desse gênero, especialmente aos filmes do agente 007. A abertura do filme – com uma versão da música “Get the Party Started”, da cantora Pink – tem como inspiração clara as aberturas dos filmes do agente James Bond. Lembramos ainda destes filmes clássicos com a vilã acariciando seu ratinho de estimação ou quando vemos os cães agentes na oficina recebendo uma coleira cheia de funções. Mas a melhor referência sem dúvida é ao personagem “Hannibal Lecter” do filme “O silêncio dos inocentes”, que aparece na versão de um gato preso em uma penitenciária manicomial.

Para as crianças, as piadas são as vezes rápidas demais, mas os carisma dos personagens arranca risadas nas diversas situações inusitadas em que eles se metem. Além disso, a tecnologia 3D é muito bem utilizada no filme, fazendo com que a platéia sinta mais de perto a ação em tela.

Nesta terça-feira (31), o longa metragem-musical “Léo e Bia” será exibido no Unibanco Arteplex, no shopping Frei Caneca, em São Paulo, a partir das 20h. O filme é baseado na relação do cantor e compositor Oswaldo Montenegro, que faz sua estreia como cineasta, com a primeira mulher dele, a flautista Madalena Salles.

Confira aqui um dos textos do filme

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